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O dinamismo e a idéia dos contrários em Heráclito

domingo, 5 de julho de 2009


Heráclito tem no dinamismo o principio essencial do physis pois ele necessariamente, gera, sustenta e reabsorve as coisas, os filosofos de Mileto já haviam pensado no dinamismo, mas foi Tales que sistematizou a idéia, através de sua máxima Panta Rhei (Tudo flui) ele defende a idéia de movimento, nada permanece imóvel e fixo, tudo muda e se transmuta, sem exceção – “Tudo se move, tudo escorre”
Sua afirmação: "não se pode descer duas vezes no mesmo rio”, remete a percepção de que, nos deparamos em um segundo momento no rio com outra agua, e também mediante uma outra pessoa, diferente da primeira
Uma das máximas de Heráclito foi o dizer “Nós somos e não somos”; A medida em que somos algo não somos mais aquilo que eramos no momento anterior, portanto para continuarmos a ser, precisamos viver continuamente o não-ser. O devir (mudança que ocorre em todas as coisas) para Heráclito caracteriza-se por uma continua passagem de um contrario para o outro, as coisas frias esquentam, as quentes esfriam, as umidas secam, as secas umedecem, o jovem envelhece, o vivo morre, o morto renasce outra vida jovem,etc...
Ele também trouxe a noção de Harmonia dos Contrários, por ela Heráclito afirmava que existe uma guerra perpétua entre os contrários que se aproximam, é uma permanente conciliação dos contrários, pois aquilo que se opõe concorda consigo mesmo. Somente em contenda entre si é que os contrários dão sentido específico um ao outro, a doença torna doce a saúde, o cansaço torna doce o repouso, o trabalho torna doce o lazer, a injustiça torna doce a justiça, a tristeza torna doce a felicidade, a maldade torna doce a bondade...
Importante considerar que Heráclito em seu ensinamento, deixa claro que os opostos se coincidem; o caminho da subida e o da descida são os mesmos, eles são um unico caminho. Desta forma tudo é um, tudo deriva do um - sua noção de seguencia parte da forma circular O arché é entendido a partir do elemento fogo pois ele expressa de modo exemplar as características da mudança contínua, contraste e harmonia. O fogo é continuamente imóvel


Sofistas

domingo, 21 de junho de 2009


Sem dúvida os sofistas tiveram uma importância significativa para a filosofia, apesar de serem criticados por filósofos de peso, não há como desconsiderar a sua relevância. Podemos dizer que os sofistas eram os professores do saber, profissionais remunerados, que ensinavam a arte da argumentação e persuasão, estes conhecimentos constituíam elementos decisivos para o cidadão na democracia grega, há de se considerar que eles não tinham uma busca desinteressada na verdade, queriam obter lucros mediante aos ensinos, desta forma surgiram as criticas por Platão, Sócrates e outros aonde diziam que os sofistas eram aparentes e não efetivos por ensinarem doxa (opiniões) de um interesse específico sem se preocupar se era efetivamente a verdade. Importante destacar que os sofistas realizaram uma verdadeira revolução intelectual, deslocando o eixo da reflexão da physis (natureza) e do cosmos para o homem e para aquilo que concerne à vida do homem como membro de uma sociedade, eles contribuíram para a mudança da perspectiva cosmológica para a ênfase nos problemas antropológicos, privilegiando também a nomos (lei) no lugar da physis. Com os sofistas inicia-se o período humanista da filosofia os temas predominantes foram relacionados com a cultura; ética, política, religião, educação, arte. Uma contribuição importante dos sofistas foi com relação a Areté(virtude), eles trouxeram novo entendimento de Areté, até aquele momento se pensava que ela dependia da nobreza de sangue, acreditava-se que se nascia virtuoso, na época, a virtude estava também muito ligada com o aspecto físico, acreditava-se que o guerreiro era virtuoso, pelo fato de estar destinado a se envolver em perigos na guerra, para eles virtuoso era aquele que se submetia a bela morte, o morrer jovem em guerra. Os sofistas trouxeram a relação da Areté com o saber; virtuoso é aquele que tem uma participação ativa nas atividades políticas (polis). Com isso os sofistas se oporam aos aristocratas, esses defendiam que se nasce com a virtude, que ela não é apreendida, já os sofistas acreditavam que o saber (virtude) pode ser adquirido, foram também chamados de iluministas gregos por darem confiança ilimitada nas possibilidades da razão, valorizavam um juízo a partir do próprio homem, defendendo a concepção de que não há um verdadeiro absoluto. Não se pode deixar de reconhecer as influências que os sofistas tiveram de suas origens nas colônias gregas; a primeira é o fato de estarem a par da tensão entre o “Ser” vindo da escola eleata (Parmênides) e do “devir”, falado por Heráclito, a segunda influencia é absorvida mediante um ideal de Heródoto no qual, se afirma que; aquele que vence hoje, será o derrotado de amanha, de modo que os sofistas viam uma igualdade grega perante outros povos, e por tanto, não se fixavam tanto em leis, regras, costumes e idéias dos gregos, eles exaltavam a tensão entre as idéias contrárias, opiniões que lutavam entre si.

Conhecimento a partir de Heráclito e Parmênides

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Os primeiros filósofos tinham uma preocupação na forma de como se dava o conhecimento, Heráclito e Parmenides foram dois grandes filósofos que se diferenciavam com relação a verdade e o conhecimento. Heráclito acreditava que tudo não cessa de se transformar perenemente, portanto, via o conhecimento mediante a dois aspectos, primeiramente o conhecimento dos nossos sentidos e, por segundo, o conhecimento que o nosso pensamento alcança, o primeiro nos oferece a imagem da estabilidade e o segundo alcança a verdade como mudança contínua. Parmênides diferentemente de Heráclito acreditava que o conhecer é alcançar o idêntico, o imutável, para ele o conhecimento é gerado pelo entendimento daquilo que o ser é em sua identidade profunda e permanente, em sua identidade imutável.